sexta-feira, 13 de julho de 2018

Passado que fantasmagora

Neologismos sempre foram a minha praia. Inclusive no inglês, andei "inventando" algumas palavras já. E o sonho/pesadelo que eu tive essa noite acabou de me ajudar a criar outra, já que ele ficou fantasmagorando o dia todo.

Um saco quando isso acontece. E fazia tempo que não acontecia.

Vem o passado que você viu de relance em uma foto. Nada demais no mundo dos acordados. Mas aí aquela foto ficou se remoendo no cérebro por uns, mais ou menos, deixa eu ver, três meses. Aí você pega essa foto de um menino lindo, agora adolescente, que você pegou no colo bebê e fez dormir quando nem os pais conseguiam e  junta com acontecimento desconfortável recente: tomar banho num banheiro misto, dividido por cortininhas. Só. Nada a ver, não é? Pois é, mas o cérebro não muito satisfeito ainda visita suas sombras mais profundas. Aquelas coisas que você sabe que você  fez e não quer lembrar.
Está feita a bosta. Você acorda do sonho, pela manhã, toda errada, com uma sensação de que foi pega fazendo algo errado, foi julgada, por quem você despreza e snte aquela raiva do passado te consumir e te fazer gritar furiosa. Sim, você acorda disso. Quem é que passa um dia bem acordando desse jeito, minha gente? E como contar milhares de vezes para o seu cérebro e restate do corpo tenso que aquilo não é realidade? Que é sonho!!!!
No fundo, todo sonho é produzido de alguma forma por nós. o que me entristece é que os elementos dessa cena absurda estavam todos dentro de mim. E boa parte é passado. O passado que insiste em fantasmagorar. É uma mistura do assombrar com o gorar mesmo, aquela expressão que os antigos usavam para o olho gordo, ou para energia negativa que alguém despeja em alguém.

Hoje o passado fantasmagorou meu dia. O alívio é que amanhã tem outro dia. Novinho em folha.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Aperto

Não teve um só dia desde então que deixei de pensar em você. O costume de falar todo dia deve ter determinado a condição de rotina. Nunca gostei de rotina mas nem sempre tenho a percepção de saber o que se tornou rotina na minha vida. Você era rotina. Uma rotina boa. Costumava te ver como minha ponte.

É óbvio que estou triste. Ninguém quer que as coisas aconteçam da forma que aconteceram. E acho ridículo a gente dizer que não foi intencional. A pessoa tem que ser muito fdp para pensar em fazer tudo isso de maneira intencional. Mas a pergunta que tenho me feito é: sério mesmo que você nunca pensou nesse desfecho? Sério mesmo que você achava que ia ficar tudo bem sem falar nada?
Há coisas que continuo sem entender. E fiz o mea culpa para tentar entender se sou esse monstro que quer tudo do seu jeito mesmo, que não ouve, que não aceita o contraditório. Falei com quem me conhece bem. Com quem conviveu comigo todo santo dia resolvendo pendengas diárias. E as respostas foram as mesmas: você fala o que pensa. Mas ouve e pondera. Falar o que se pensa não é aceito socialmente, as duas pessoas me disseram. E isso te faz uma ogra.

É isso. Aos poucos estou vendo que somos exatamente o oposto. Enquanto eu priorizo a verdade, antes das relações, você prioriza as relações antes da verdade. E entendo bem que no nosso mundo alguém muito franco não sobreviveria. Precisamos de maquiagem para manter uma linha civilizatória em que a gente não saia se matando... Falar o que se pensa é muito perigoso principalmente em dias como os nossos em que o mundo está dividido em times. Eu entendo que é preciso um pouco de verniz para sair por aí.

Mas nunca imaginei que precisaria desse verniz com os meus. O pai já falou uma vez que eu agrido ele. Não tenho prazer algum em agredir ninguém. Não acho que precisamos entrar em batalhas em cada discordância e tenho me afastado de várias assim. Mas o meu jeito ainda agride. E agride você também. Tanto que em vez de você dizer que estava se sentindo agredida com o "quero que tudo seja do meu jeito", você preferiu não contar mais seus problemas. Simples, mantemos uma relação cordial sem precisar tocar em assuntos de discordância. Você só esqueceu de me perguntar se eu queria uma relação assim. E a gente continuou então numa relação fingida, em que tudo é lindo, fofo, cor de rosa, todo mundo se entende e concorda... mas não é de verdade. E é aí que a coisa pegou para mim. Primeiro aí: eu não tive escolha. Eu achava que era verdadeiro. Mas as pessoas também escolhem o quanto vão se mostrar ou não e você, para não ser mais agredida pelo meu jeito de ser, achou melhor não contar mais nada. E resolveu pedir para pessoas ao meu redor também não contarem as coisas, porque, é óbvio, eu não ia gostar. Então a gente faz teatro. E em nome de sair por aí dizendo que a gente se dá bem, a gente mantém o teatro. Sem a minha anuência. Eu não concordei em fazer teatro.  Esse foi o primeiro machucado dessa história toda.

O segundo foi quando em uma situação especificamente legal, racional e financeira, você ocultou a verdade. Então, a coisa não era mais dentro do emocional, dos traumas das relações familiares. Foi para o âmbito legal. E essa ação me mostrou o quanto eu não consigo entender o que te move. Aliás, essa é a minha maior questão agora. Eu realmente não consigo explicar como isso foi acontecer. Ou se você sempre foi assim e eu que não quis ver. Você repete dizendo que não é orgulho, que não é medo, que não é irresponsabilidade, que não é má-fé. Só reações. Mas não diz afinal O QUE É.  Se não é nada disso, é o que? Não tenho essa resposta porque você nunca foi capaz de me dar. Às vezes, você ainda usa a sua religião - sobre a qual entendemos pouco - para explicar a sua posição. É karma, tenho que passar por isso, falaram que é assim mesmo, e assim vai. Mas não vejo lógica nem nesse comportamento. Porque disseram mais outros quilos de coisas que você tinha que fazer e não fez.
Eu fico aqui tentando explicar. Não consigo imaginar que seja covardia. Tudo me leva a crer que é um pavor de sair do que sempre se fez, do que é conhecido, das lógicas que são familiares para o desconhecido. E é claro que eu agrido. Porque eu fico gritando que tem vida fora disso tudo. Fico incomodando. Fico apontando que é só pular fora dessa bola decorativa e continuar respirando. Que ninguém vai morrer. Eu incomodo porque não consigo conceber que você seja cagona nesse nível. E quando falo isso, você reage com 20 pedras, dizendo que não é isso, não é isso, mas nunca diz O QUE É. Então não entendo. Só posso ficar fazendo assumpções. Porque não tenho a resposta exata e é capaz de que você nunca a dê. Primeiro porque talvez seja uma escolha sua não querer enxergar. Ixi, existe muita gente por aí que prefere a cegueira pra manter as coisas como estão e conhecemos muito bem essas histórias: mulheres traídas, pais com filhos adictos. Todo mundo sem querer ver Mas não precisa pensar só nesses estereótipos. No nosso dia a dia a gente escolhe todo santo dia não enxergar um monte de coisas. A parede que precisa ser pintada, a eterna procrastinação de coisas a serem feitas, enfim. Todo dia a gente fecha os olhos. E hoje fico pensando que eu fechei os olhos para você também. Eu não quis mais lidar com suas meias-verdades. Com as histórias inventadas ou aumentadas. Deixei passar para, de repente, ver que não conhecia mais quem estava na minha frente. Eu te flagrei várias vezes repetindo histórias que não aconteceram daquele jeito. E nunca levei a sério porque cada um tem um jeito diferente de contar suas versões. Suas amigas às vezes diziam isso: que você aumentava um pouco cada história. Eu sempre achei que era coisa da sua personalidade. Hoje vejo que você tem contado essas histórias e acreditado nelas. "Não falei nada porque eu ia dar um jeito." Oito meses de não falar nada e ser toda sorrisos, toda fofa, toda cotidiana, não querendo enfrentar o que estava na sua frente. Da onde, depois de 8 meses, é possível dar-se um jeito?? E que porra de jeito era esse? A única coisa que me fazia relevar essas tuas contações de histórias meio atravessadas no passado é que você tinha um posicionamento de cumprir com as suas obrigações. Esse caiu. Caiu por duas vezes e você se acha no direito de estar no direito. pede-se perdão e fica tudo bem. E se eu não perdôo, fazer o que? Por isso não sei mais em que terra você vive. Por um tempo eu pensei que era eu que estava enloquecendo, achando que estava exagerando. Fui buscar ajuda. E não foi de gente que só concorda. E não estou fora da realidade. É realmente chocante.

Algo quebrou aqui. Eu não tenho ideia se um dia vamos conseguir colar, recuperar, ajustar. Hoje, muito triste, eu só vejo que não consigo fingir que tudo vai ser bom e o cotidiano pode ser recuperado exatamente do jeito que era. Não vai ser. Esse acontecimento só serviu para eu avaliar que algumas coisas dentro de mim ainda não estavam arrumadas, como a situação dos emails, há mais de 20 anos. Eu nunca entendi como você poderia ser mais leal a outras pessoas do que a mim. E a questão é essa mesmo: você consegue. Conseguiu de novo. E sei porque. Eu agrido. Eu, por ser eu mesma, e não conseguir dizer "minha querida", "meu querido", mesmo pensando o contrário, eu agrido. Porque sou crua. Não tenho verniz, falo o que penso. Não é à toa que toda vez que eu te visitava seus amigos morriam de medo de mim. Você pintava para eles quem eu sou para você. Uma pessoa que agride, brava, um monstro. Eu nunca entendi o porque de construir esse personagem tão horrível. Hoje eu entendo que essa era eu para você. Sem nem ter intenção, você denunciava o tempo todo que eu não tinha o verniz. Que eu não conseguiria fazer o jogo das relações fofas porque eu falo o que penso. E falar o que se pensa sem brigar não existe para você. Então eu entendo o quanto era horrível conviver comigo.

Talvez por isso eu não consiga ver algum tipo de retorno em nossas relações. Mas para não ter que ficar explicando para as pessoas ou agindo como um bicho que sai quando o outro chega, "que fica de mal" eu consigo manter o mínimo de racionalidade (essa mesma que você tanto renega) para estar no mesmo ambiente ou ainda para cumprimentar e tratar de coisas necessárias. Assim como faço com ele. Até porque se tudo até agora foi teatro mesmo, a relação não vai ser muito diferente do que tínhamos. Filtra-se todo aquele efeito de cumplicidade e intimidade e fica-se com o que é real e restante: respeito e amor ao outro, mesmo sendo diferente. Sem fingir. Com ele, não finjo.

Eu não tenho raiva de você. Eu só não consigo entender seu jeito de ser. E já que vi que agrido somente sendo eu mesma, entendo como melhor estar longe. Isso não fez com que eu deixasse de te amar. E nesses dias senti um amor imenso por você. Queria deixar claro que esse silêncio não tem nada de intenção de te punir como aquelas brigas idiotas de orgulho, nas quais quem fala antes é o fraco. Acho ridículo isso. Sempre achei uma queda de braço em que todo mundo sai machucado. O silêncio agora tem outro propósito. O de cura. Eu preciso me curar porque senão vou continuar machucando. Imagina só, se normalmente eu já agrido, imagine machucada, sem entender muito os seus motivos? Por isso prefiro me manter distante.

A você eu continuo desejando e rezando pelo milagre. Que você entenda do que é capaz e se solte dessas amarras que te deixam cega para as oportunidades da vida. Que você tenha coragem de olhar para os piores defeitos que te amarram ao julgamento das outras pessoas, ao orgulho, à raiva, a questões relacionadas a status, ao que é superficial, e resolva enfrentar tudo isso, se reinventando. Que você descubra dentro de você a capacidade de fazer uma reviravolta e que você veja que isso vai doer menos do que essa mesmice em que você está mergulhada. Que você logo entenda que loucura mesmo é você esperar um resultado diferente fazendo exatamente as mesmas coisas (frase de reflexão de Facebook que é muito, muito prática). Que nasça um outro braço. Novinho. E que você possa me acenar com ele.

Eu aqui vou continuar refletindo sobre as minhas posições. Vou continuar avaliando se realmente tenho ouvido o suficiente. Se estou deixando de ver algo que está no meu nariz. Continuo no trabalho em relação à minha arrogância, que me atrapalha horrores. Vou continuar buscando respostas. Vou continuar lendo e pesquisando. E vou continuar acreditando que tudo que acontece tem um propósito muito maior para a gente.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Licença poética domingueira

Domingo sempre foi um dia de encontrar com as origens, de reequilibrar as forças, de olhar  com mais carinho pra aquela expressão do "mineirim": "doncosô, oncotô, proncovô". Nunca fui muito fã dessa coisa inercial de seguir o fluxo. Sempre fui de parar de ver qualé a direção. E domingos sempre foram ótimos para esse exercício. Davam uma sensação de chão. De poder fazer as coisas devagar.
Lembro de ter passado vários deles me meio aos livros escrevendo. Lembro de ter conseguido várias vezes ficar na janela ouvindo os pássaros. A velocidade dispensava a correria da semana.
Até que vim trabalhar com turismo. E todos os domingo viraram segundas, terças... E eu tinha que me concentrar pra saber exatamente que dia era já que estava passando direto nos finais de semana com o mesmo trabalho. Turismo não é para amadores. Nem para quem quer brincar. É para quem gosta mesmo.
Mas morar em uma ilha que tem negício de turismo sazonal tem suas vantagens. É uma loucura na primavera, verão, outono. Mas no inverno, como toda a natureza ao redor, a semana pode voltar a ser como antes. E o domingo pode ser, de novo, aquele dia de se sentir, de se refletir de se organizar a vida.
Hoje foi um desses. Acordei com um sonho muito real com um gato amarelo (seria o da Alice?), e água de chafariz e festa de princesas... Peguei a cã e fomos fazer acaminhada matinal, que tinha um céu azul, sol lindo e um frio de cortar a alma. Mas as chuvas passaram, secaram e a água que restou se tornou pequenos caminhos de gelo. Bons para se testar o equilíbrio. O inverno traz isso: um novo jeito de pisar e de se deslocar. Tem que ser com cuidado e devagar, como domingo deixa ser.
Em casa foi o momento das listas. Da organização pra semana fluir. E de música.
10000 Maniacs me lembrou de uma eu que descobria a liberdade de ser amada sem condições.

Alanis trouxe o momento do perceber que podia ser mais e ter mais.

Ben Harper com o Glory y Consequence trouxe a motivação para a semana que começa e para todos os desafios que se quer enfrentar. E a lembrança de um show em Florianópolis, o único em que os irmãos Canalli Bona estavam juntos.

E com o Yearning Morning, que lembra sempre uma manhã de domingo...

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Call to conscience - essay

Nivea Bona, mar,10th, 2017
Call to conscience: Pinocchio´s cricket

For some people, right or wrong is settled like rock. For others, right and wrong can be a big challenge to define. Morality can be different depending on the person, their background, and the decision that is being made. The first question is what is right and what is wrong, and from this question, others can follow.
Nowadays, with all the discussion that is developed on the internet, where everybody can show opinions and, in the same way, hide behind the computer, the conscious decisions of wrong or right have another weigh, heavier than before. But the problem is: where does “conscience” (the awareness of the rules) come from? And when is its role plays for better or for worse? Yes, there is a range, a gap, between all kinds of rights and wrongs.
First, something that needs to be understood is that conscience is shaped in each individual. It doesn’t come in a package from birth. The consciousness of doing right or wrong depends on a daily construction which happens little by little over time. First at home, with parents’ examples, then in society, school, and among some relationships. Telling someone what is right or wrong can be so weak and superficial sometimes... Right in which context? Wrong for whom? Right or wrong depend on the complexity of human beings needs, their culture, and social bounds. I had a philosophy professor that once said, after the class studied all the concepts: ethics are a way of surviving. Morality is a group of social values that drives people´s behavior. It’s a simple way to put this. And “conscience” is knowing all the values, it is being aware of them. It’s the “cricket” reminding everybody about their morals and values, like in Pinocchio’s story.
The complexity is revealed when different religions, cultures, and societies teach and form different morals. Let´s think about some African tribes that control girls´ lives from birth. Leaders decide that they are going to cut the clitoris of all girls when they are 11 years old. They believe this is the right thing to do because, in their culture, many women and men believe the woman can be easily overtaken by her body and desires. This is what their morality dictates, what their religious’ dogmas established. For us, in our culture, this is a cruel crime. We live in a culture where freedom is the greatest value, and which allow us to decide about our body, lives, jobs, places to live, what to buy, what to wear, and so on.
Still, in our western culture, this one which has freedom as a huge value, the truth plays a big role too. That means that lying is wrong in our society like it was wrong in Pinocchio´s story. But, I´ll ask: who has never lied? And how would our routine and lives could be with all the raw truth being told in every relationship? That is the range. Conscience plays a big role in our behavior, but to truly understand the other individual, we need to understand what is behind one’s moral values and, from that, try to make connections and maybe get closer.
A good way to call the conscience into action in political discussions, or in the use of the natural resources, or in the way we relate to the others every day is to use a big amount of empathy. Communication and empathy. When one can place him or herself in the other´s place, it’s easier to understand the point of view and the moral standards behind that behavior. From that knowledge, right and wrong can be clearer. That can be done if both sides can truly communicate, and this communication needs a sharp attention and a real listening. It is a big exercise of understanding the others position and trying to be in their place to get an idea of how conscience can work in guiding their behavior.
Without this calling to conscience and, more than that, a real way to understand one another and communicate, wars would happen every day. We did in the past and we still struggle as a society in those differences between moral values or right and wrong. Let´s think about Palestine, Syria and other conflicts. What is right and wrong? War is wrong. But we are studying and living in the country that promotes the numerous wars around the world. How does that happen? On the other hand, we can see groups everywhere in this same country calling for conscience. The same conscience we share in this occidental world. A Caucasian activist for racial rights, Jane Elliot, who is contemporary of Martin Luther King and still alive, decided to do a controversial experiment in her students’ class, inverting the racial segregation to blue eyed people. She wanted to prove that we learn to be racist. We learn to hate the different person. We learn how to behave and we learn what is right and wrong from the family, school and society. Nelson Mandela had the same position. He used to say that if mankind learns how to hate, it can learn how to love.   
History goes in loops, circles, and there are signs that we are going through another loop that shows all the facts together in a prelude to another period of war (Brexit e.g.). This is the moment that needs this kind of position: being empathetic[1]. When we need to call to conscience. And to do the exercise of calling to conscience today we need to make some people around us to do the exercise of being in the others’ place. We need to communicate, to feel the others´ life and problems and inviting who wants, of doing the same exercise. Maybe doing that we can stop this tendency.
One example of this exercise just happened last week in Brazil. We have been noticing in the last five years an increase of fascist behavior in our society (in United States with Trump´s speeches and ideas). Some people believe in the opinions and ideologic positions that police forces can solve our social problems using violence and fear. This belief drives people to root for the criminals being killed. They have the expression: “a good criminal is a dead criminal”. On December, 2016 there was a horrible bloodbath in one prison. Prisoners killed 56 others with a gang’s motivation. The public opinion was divided, of course. Some people were celebrating that we had now 56 less criminals. But others were trying to awake consciences using empathy to do that. One of the comments in a social media was:
“I saw my brother-in-law, that is divorced from my sister, saying that those criminals should all be killed. He said that was a good end to them. I just reminded him that he is lucky that my sister didn´t denounce him for not paying the kids´ pension. Because he could be one of them. He blocked me. I don´t know why, if I was just saying…”
            We learned what is right and wrong in our society. And even learning, sometimes we forget the rules that need to drive our life. Calling on our conscience can help all of us to remember.



[1] This is an article that can add some information to this subject. https://medium.com/@theonlytoby/history-tells-us-what-will-happen-next-with-brexit-trump-a3fefd154714#.r06t18blt

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Thanksgiving e o significado desse feriado

Há quem celebre todo e qualquer feriado do jeito que "sempre foi"e "todo mundo faz". Há quem não se importe com o significado de certas datas e só dê graças de que pode ter mais um dia de folga na semana além do final de semana. E há quem busque entender porque certas coisas se transformam em tradição. Morar fora do Brasil acabou por provocar ainda mais uma ânsia que carrego por explicar tudo, saber a origem das coisas e entender as lógicas. Já virou piada no grupo de amigos quando pergunto "por quê"? No fundo defendo que qualquer pessoa, quando sabe a origem das coisas acaba podendo defender e professá-las com mais propriedade. Senão vira tudo uma mímica, todo mundo brincando de maria-vai-com-as-outras.

Enfim, morei em Sevilla por 5 meses e descobri que o 12 de outubro era comemorado como o dia de Colombo. Do cara que descobriu as Américas e abriu caminho para o saqueamento. Não tinha nada de Dia das Crianças ou de dia de Nossa Senhora Aparecida. Aliás, a igreja católica é otima em fazer "ressignificação" de datas. Tanto que o dia de Natal foi escolhido por ser o mesmo dia em que os Romanos e Celtas festejavam o sol, pois acontece o solstício de inverno no hemisfério norte, o dia mais escuro do ano dá lugar à volta gradativa da luz, todos os dias. 

Hoje é Thanksgiving nos Estados Unidos. É possível dizer que é um feriado maior que o Natal já que todas as religiões o comemoram e o comércio em geral - que nunca para - fica fechado. Os americanos se esforçam para, até mesmo, atravessar o país para passar a data com os familiares. É o maior volume de deslocamentos e viagens registrados. 

Pela tradição, as famílias se reunem para comer um peru assado com farofa dentro (stuffing), purê de batata e de abóbora, creme de cranberries, molho do peru (gravy) e saladas. Há outros acompanhamentos dependendo da família, mas o centro da tradição é esse. 

Bem, passando pelo segundo Thanksgiving aqui, era mais do que hora de ir atrás das origens do feriado e da comemoração. O que eu sabia era que se destinava a ser um dia de Ação de Graças, a fim de que sejamos agradecidos por tudo que temos. E só.

Na pesquisa rápida descobri que o primeiro Thanksgiving aconteceu a partir da chegada dos puritanos nessas terras da Nova Inglaterra (Massachussets) quando deveriam ir para a Virgínia. Eles chegaram em época de um frio de trincar os ossos (coisa que não é brincadeira para esses lados chegando a -30 graus celsius nos dias de hoje) e acabaram passando um perrengue imenso porque não era época de plantar nem de colher (o solo congela). Ficaram no navio por um tempo, alguns morreram e, depois disso, resolveram desembarcar, encontrando os primeiros nativos moradores da terra, os Wampanoag. Com a ajuda de um nativo que foi sequestrado por um navio inglês e conseguiu voltar para a sua terra, descobriram como plantar, como extrair o maple das árvores, como evitar plantas venenosas e como pescar os peixes dos rios. Em 1621 tanto os peregrinos puritanos quanto os Wampanoag partilharam um grande banquete, celebrando a abundância de alimentos depois de um ano cultivando a terra e se estabelecendo. Dizem que essa aliança entre europeus e nativos foi uma das raras pacíficas por mais de 50 anos.

Depois desse banquete, o momento de partilha e agradecimento pelos ensinamentos nativos foi comemorado em diferentes datas, nos diferentes estados. Foi Lincoln, em 1863 que fez o feriado ficar marcado para toda a federação para a última quinta-feira de novembro. 
Hoje, os  povos nativos apontam que a data romantiza uma harmonia falsa entre europeus e nativos visto o número de indivíduos dizimados nessas terras. Por essas e por outras, esses movimentos sobem na Plymouth Rock na última quinta-feira de novembro para marcar o dia Nacional de Luto. 
Enfim, agora eu e você, que leu tudo isso, tem escolha se quer comemorar a data, ressignificar ou ignorar. Afinal a história é contada sempre pelos que vencem. Agora que temos outras vozes, temos a escolha de ver todos os vieses de cada data comemorativa. E escolher. Porque comemorar é também um ato político.

Fonte:http://www.history.com/topics/thanksgiving/history-of-thanksgiving
Vídeos: http://www.history.com/topics/thanksgiving

domingo, 12 de novembro de 2017

Panamá_último dia

Domingo foi dia de ir com o digníssimo seu Rogério à missa na igreja de Don Juan Bosco que fica a 3 quadras da casa do filho. O vô voltou feliz da vida porque conseguiu, mesmo no istmo americano, achar um jeito de continuar a rotina semanal.

A amiga anfitriã voltou da viagem à Patagônia e descobri que ela realmente conseguia ser menor do que eu. Com a chegada dela, eu e marido fomos pra o colchão de ar, que foi devidamente colocado na sacada para a soneca da tarde. Teve gente que disse ter vertigem. Eu amei a possibilidade de olhar o horizonte do conforto da cama. Pena que não foi considerada uma boa ideia dormir lá fora de noite (coisa que eu queria muito, já que sabia que voltando para casa ia ficar uns bons meses enfurnada entre 4 paredes por causa do frio), porque há um problema sério de poluição no Panamá. Aliás, poluição e lixo são duas coisas que eu colocaria como prioridade para tratar ali. Reciclagem de detritos e regulamentação dos catalisadores, porque, segundo o filho apaixonado por carros, não há qualquer regulamentação. Por isso que caminhões fazem um barulho infernal e o cheiro de diesel obriga todo mundo a fechar as casas e ligar o ar condicionado. Aparentemente levamos sorte nos primeiros dias, porque estava ventando muito. Mas nos dois últimos pudemos sentir os efeitos da poluição do ar.
O almoço com todo mundo junto foi bem comemorado. Seria o último. O restante do dia foi de revisar documentos e fazer as malas. Foram as férias mais esperadas de todos os tempos e passaram com a rapidez de tudo que é intensamente vivido.
Vai ter selfie na igreja, sim, porque é registro histórico. :)

Último almoço com todo mundo.

A vista da soneca da tarde.

O céu da despedida.

sábado, 11 de novembro de 2017

Sábado de amigos_Panamá

O sábado foi dia de feijoada portuguesa na casa do Rui, companheiro do filho que também estava recebendo a família. Filho bebeu e aí a mãe-motorista entrou em ação, até porque ninguém queria passar o aperto do dia anterior.
Dia mais calmo, de comprar algumas coisas para fazer bolo para nossa anfitriã e de curtir os amigos. Os mais velhos estavam cansados, até porque o calor sempre era demais, então os mais jovens resolveram sair festar à noite.
Galera na banheira coletiva depois da feijoada portuguesa

A chuva de todo santo dia se aproximando. Mais ensaio do que chuva.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Turismo pé no barro

Um dos objetivos dessa viagem era poder nadar no mesmo dia no oceano Atlântico e no Pacífico. Hoje foi o dia que escolhemos para fazer isso. O amigo português do filho iria com a família para uma outra ilha no Caribe, uma que poderia ser alcançada sem as mil curvas que levam a San Blas. Todo mundo concordou. O caminho era Colón – que pode ser considerada a maior cidade do lado do Caribe – e depois Portobelo (igual a Porto Belo de Santa Catarina, inclusive oferecendo cursos de mergulho). De lá, seguimos em direção a Isla Mamey, um punhadinho de terra privado, que cobra 2 dólares por pessoa para usarmos o banheiro e a grama e a areia local.

A estrada que leva da Cidade de Panamá para Colón é bem boa, feita de concreto, o que me disseram que dá menos manutenção do que o pavimento de piche. Pista dupla, bem sinalizada, em dia de feriado, tem uns “policiais” feitos de papelão em posição de radar para assustar os apressadinhos. Não aconteceu uma foto por motivos óbvios: estávamos rápido e acostamento não é bem uma opção.
Depois de passar a área metropolitana de Colón (que em dia de feriado é uma loucura que se aproxima do litoral do Paraná em Ano Novo), a coisa fica um pouco mais complicada. O trânsito aqui não é fácil. Pessoal para no meio da rua mesmo. Tipo: quero ver ali do lado e vou parar. Dane-se quem vem atrás. Todo mundo para e espera a formosura se decidir. Pisca também é luxo. Raramente alguém usa. Por outro lado, quando se liga o alerta, o motorista pode dançar uma rumba, dar a ré, fazer meia volta ou, ainda, escolher ir na contra-mão que está tudo bem. Alerta ligado é salvo-conduto para fazer qualquer merda no trânsito. Qualquer.

Passando de Portobelo seguimos uma estradinha de chão curtinha que desembocou em um “hotel”/ estacionamento. O sol não estava para brincadeira às 10 da manhã. No caminho encontramos a trupe portuguesa, carinhosíssima, que estacionou no mesmo lugar. Foram cinco dólares por carro. E o barco para a Isla Mamey foi seis dólares por pessoa, ida e volta, pagando sempre na volta. O trajeto de barco é de cinco a dez minutos e a gente chega em uma praia pedregosa e também transparente, mais verde escura, mas ainda absolutamente morna e translúcida. Em Mamey ficamos até o momento que o limite de ouvir reggaeton dos farofeiros vizinhos foi alcançado. Pegamos o barco de volta e começamos a saga para seguir para o pacífico. Almoçamos no El Castillo, restaurante muito bom, beira-mar, com temática de piratas, coisa bem comum na história do Caribe, pelo que vemos. Ali há um barco virado, sendo comido pelo tempo e pela maresia. Bem poético.

Foram mais de 70 km para voltar, passando por um pedaço da Cidade do Panamá e indo para o lado direito (de quem está vindo do atlântico para o Pacífico). A ideia era alcançar a praia de Vera Cruz, já que o mapa mostrava ser a mais adequada e mais perto da CP para finalizarmos nosso projeto. Mas é aí que a aventura começa. Depois de passar da capital e seguir em direção à Vera Cruz (foram 1h30 para voltar para o lado Pacífico), a gente se deparou com a via principal fechada pelas festividades do feriado. E grande policiamento, inclusive lendo cada uma das licenças eletronicamente. Fomos parados uma vez para a checagem da licença do filho motorista e uma segunda vez em que o policial olhou para cada um dentro do carro e perguntou:
- Todos estrangeiros nesse carro, então?, e olhou para mim, no banco de trás.
Respondi: - sim, todos.
- Mas todos com documentos?
- Sim, todos. E fiz menção de pegar a mochila atrás.
- Pode seguir.

Viramos à direita, e preciso lembrar que eu era a única mulher no carro, o que significava não pedir informação alguma para os passantes, mesmo sob meus protestos. Entramos numas ruelas muito estreitas, de barro, com poças de água, passamos por uma pinguela que cortava o esgoto a céu aberto que eu jurava que não aguentaria o carro, vimos pessoas de todos os tipos, cores e vestidos passando colados no carro e rindo e bebendo e chegamos a uma rua sem saída. Sim, o Waze nem sempre tem a solução pra tudo. Aí insisti: - vamos perguntar para aquela policial mulher, por favor!! Perguntamos. Ela nos enviou para uma rua que desviava daquela festa toda e seguia em frente como o mapa dizia. Acontece que a comunidade de Vera Cruz não deve curtir praia do jeito a que estamos acostumados. As casas na beira mar fecham qualquer forma de conexão da estrada para a praia. Mais, a maré alta e baixa é tão absolutamente destoante, que você precisa andar milênios para chegar na água. Que é bem suja. Muito suja. Marrom. Tem plástico para todos os lados. Mesmo estacionando em frente a uma dessas casas e pegando a vielinha que levava a praia, a gente não teve coragem de se jogar ali. Ficou todo mundo com uma cara de frustrado máster. E mesmo cansados, mesmo com fome, todo mundo queria resolver a pendenga. Então decidimos que iríamos viajar mais uma meia hora para achar a tal da praia da Carola. Mas isso significava passar pela comunidade que estava com as ruas interrompidas com gente por todos os cantos. Precisávamos voltar. Voltamos pela multidão, no vácuo de uma camioneta da Polícia local. Filho queria fazer o desvio de sempre e eu falei para seguir o fluxo da Polícia, que parou, a passamos e entramos naquele mar de gente por todos os lados. Juro que nunca vi uma festa de independência tão de perto. A van a frente da gente ia abrindo caminho em  câmera lenta e as pessoas da multidão iam esbarrando no carro. Acho que foi a primeira vez que senti um sinal de síndrome do pânico. Mas eu percebi vindo. Daí respirei, pedi para fechar as janelas e ligar o ar condicionado e me acalmei. Saímos dali e fomos voltando para a estrada principal quando vimos que a Praia de Venao estava do lado direito. Vimos areia. Decidimos que íamos terminar o projeto ali. Jogamos o gringo, o vô, o filho e o mano na água. Eu tirei fota de todo mundo. A água estava marrom, ainda. Mas era de areia, acho. Mano e filho pegaram cervejas no carro. Todo mundo finalmente feliz depois da aventura.  Até que o filho avistou o stand up paddle. Virou pra mim e perguntou: - vamos? Respondi que sim.
Era o dia de fazer as coisas que queríamos. Esse era o outro objetivo. Ele devolveu a cerveja pro gringo tomar e fomos. Pegamos as pranchas, o menino deu as instruções – porque ele não sabia que o filho sabia - e botamos as duas na água. Primeiro de joelhos.  Fodeu. Juntou ali o medo de cair na água onde não dá pé, o enjôo de estar em barco e a obrigação de remar. Fodeu. Foi um misto de emoções e uma forte vontade de me manter no controle de todas. Fui remando e girando. Fomos mais pro fundo. Concentrei. Deu um pavor mortal. Perna já estava doendo mesmo de joelhos. Não ia cair ali, de jeito nenhum. Respirei e concentrei nas remadas. Nisso, sirene de polícia lá ao longe, do lado da família. “Pronto, se meteram em confusão”. Um policial acena para nós na água para que saíssemos. Vai eu tentar domar aquela prancha para tomar a direção certa e voltar. Gritei pro filho que o policial pediu para sairmos da água. Eu tinha certeza que o gringo, o pai e o mano tinham se metido em confusão e o cara foi buscar a gente. Quando saímos da água:
- Que pasa, senhor?
- Tienes que salir a las cinco de la playa.
- Salir?
- Si, todos.
- Ok, gracias.
Devolvemos as pranchas, dissemos que ficamos só 10 minutos por causa do recolhimento, o moço acabou nem cobrando-nos pelo aluguel do equipamento. Minhas pernas estavam bambas pelo esforço e pelo cagaço, mas fiquei feliz de ter feito. A gente precisa enfrentar os medos, sempre.

Voltamos e encontramos mais dois policiais pela praia. Disseram que era para não estarmos lá de uma maneira educadíssima. Afirmamos que sabíamos e que estávamos voltando para o carro. Ele agradeceu. No encontro com os outros descobrimos que era proibido usar bebidas alcoólicas naquela praia e que ela “fechava” às cinco da tarde. As novas informações forma adquiridas no momento em que o mano buscava a segunda cerveja.  Havia um cartaz com as regras que, claro, não lemos porque estacionamos antes dele.
Embarcamos. No caminho de volta, sem cerimônia alguma, encontramos outra parada com policiais. Femininas. Filho motorista prepara o documento, aventamos que deveria ser um controle de quem está na praia e tals, e quando o carro para a policial sorridente aponta um aparelhinho para o filho e pede que ele assopre. Sem preparação, nem aviso. Filho assopra. Ela lê, sorri e diz que está tudo bem, podemos seguir. Não sei quem ficou mais branco no carro. E rememorando, descobrimos que o stand up paddle fez com que o filho tomasse só um gole da cerveja e desse o restante para o gringo. Se ele tivesse tomado toda, estávamos com sérios problemas.

Chegamos em casa exaustos, com a descoberta de que o Panamá é bem policiado em dias de festa. Pelo menos nesses dias, tudo é muito efetivo. Até demais.

Barco para ilha Mamey

Ilha Mamey

Forte em ruínas na volta para o lado Pacífico

Barquinho virado no restaurante El Castillo

Lixo, muito lixo jogado em qualquer chão, em todos os lugares.

Um diabo Rojo do carro.

Nós no pacífico sujo.

Concha sem pérola

Gringo cumprindo com o objetivo de nadar em dois oceanos no mesmo dia

Cena de contrastes como toda a América Latina

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Casco Antiguo a pé

Casco Antiguo feito a pé é muito melhor. E aí eu me senti em uma mini Sevilla. Já tinha aprendido no museu das ruínas, ou da Plaza Mayor, que aqui se espelharam muito na cidade andaluza. Construíram inclusive os pátios internos das casas. Pudera, o calor era o mesmo.
O casco está sendo ajustado. A Catedral, o teatro Nacional, está tudo em reforma. E o contraste entre o velho e o novo grita em todas as esquinas.
Catedral

O velho e o arrumado

Cortiço

Ruínas

As costas da casa do governo. Um pouco vulnerável a meu ver.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Na floresta

A quarta foi dia de explorar a floresta. Viajamos em torno de 40 km da Cidade do Panamá para um Resort chamado Gamboa. Lugar lindo, retirado. Dali pegamos um teleférico para a torre de observação que tem vista para o rio Chagres e o lago Gatún. Dali é possível ver os navios do canal, as árvores da "rain forest"e aprender um pouco mais sobre a flora e a fauna. Visitamos também um centro de resgate de animais selvagens que acabam sendo atropelados, como a preguiça, ou que se machucam eletrocutados pelos fios de alta tensão. Os animais encontrados mortos são taxidermizados para estudo, os machucados são curados e soltos. No dia, havia dois gatos do mato, duas preguiças, um filhote de macaco Titi e um filhotinho de algo parecido com a Capivara.

Depois visitamos o ranário e o borboletário. Descobrimos uma mini-rã muuito bonitinha que é absolutamente venenosa. Se a pele dela tocar com a mucosa humana ou corrente sanguínea é paralisação seguida de morte. Além dessa rã verdinha e preta, havia uma outra vermelha, tão letal quanto, absolutamente pequenina.
Ali também ficamos sabendo sobre uma aranha que vive nos pés de banana que é bem agressiva, a Vagabunda. Uma picada dela paralisa uma pessoa e ela é capaz de pular até um metro para atacar. Depois dessa informação o grupo todo ficou bem cabrero com os pés de bananas pelos quais passamos.
O passeio finalizou com uma volta de barco no lago Gatún, o do canal, o que possibilitou que passássemos muito perto dos enormes navios que o atravessavam. Nas ilhas do lago, vimos mais Titis, Harpias (o pássaro simbolo do Panamá que pode medir até dois metros de asa a asa), um bebê crocodilo e duas iguanas. Segundo a guia, foi um dia produtivo.
Caminho para o Gamboa

Dentro do Gamboa

Pai brincando de tarzã

Morcego, na dele.

Vista do Rio Chagres

Preguiça do centro de recuperação

Gato do mato do centro de recuperação

Os sapinhos que parecem desenhos animados mas não são nada amigáveis

A borboleta que vira coruja quando quer

Macaco Titi tentando invadir o barco

Navio no lago Gatún

Rebocador de navios do canal